Após Mastercard, Ambev também desiste de expor sua marca na Copa América

O grupo Ambev anunciou nesta quarta-feira (9) também ter desistido de expor suas marcas na Copa América. Na terça-feira (8), a Mastercard foi a primeira grande patrocinadora do futebol sul-americano a tomar esta decisão.

Na semana passada, a Confederação Sul-Americana de Futebol transferiu inesperadamente o torneio, que começa no domingo, ao Brasil depois que a Colômbia foi descartada devido a protestos e a Argentina desistiu após um aumento nos casos de Covid-19 no país.

O presidente Jair Bolsonaro, que minimiza a gravidade do coronavírus e é contra isolamento social, apoiou a transferência do torneio para o Brasil. Mas especialistas em saúde pública, juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) e jogadores da seleção brasileira questionaram a decisão.

Mais de 475 mil brasileiros morreram de Covid-19, o segundo maior número oficial de mortes pelo coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e especialistas alertam para a aproximação de uma terceira onda de infecções.

A seleção brasileira de futebol citou preocupações “humanitárias” em comunicado nesta quarta-feira criticando a organização da Copa América no Brasil, mas se comprometeu a participar do torneio após rumores de um possível boicote.

A Mastercard disse que decidiu não “ativar” seu patrocínio à Copa América no Brasil após uma análise cautelosa, o que significa que a empresa removerá temporariamente sua marca do evento que patrocina desde 1992.

A Ambev, que patrocina o torneio e a seleção brasileira, disse que “suas marcas não estarão presentes na Copa América”.

Jogos começam domingo

A Copa América começa domingo, com o jogo Brasil x Venezuela, às 18h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. O torneio terá jogos também em Cuiabá, Goiânia e no Rio de Janeiro.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, marcou para quinta-feira (10) o julgamento de ações que querem barrar a realização da Copa América de futebol no Brasil. Fux atendeu a um pedido da relatora, ministra Cármen Lúcia.

O julgamento será em plenário virtual, no qual os ministros inserem o voto em sistema eletrônico. Pela decisão de Fux, o julgamento começará à 0h e acabará às 23h59 de quinta-feira.

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