Tudo indica que o casamento entre o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e a RecordTV, emissora do líder da Igreja Universal, chegou ao fim. É que pela primeira vez, depois de 867 dias de governo, o canal teceu criticas ao presidente que não tem boas relações com a imprensa.
Entretanto as críticas não diz respeito da crise econômica e sanitária causada pela pandemia do coronavírus ou qualquer outro ato polêmico do politico, mas sim a falta de posicionamento do líder politico no que diz respeito a crise que a igreja universal tem sofrido na Angola.
Na última sexta-feira (14), o Jornal da Record dedicou quase 10 minutos da sua edição para o assunto. Uma equipe de reportagem esteve no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e mostrou a chegada de integrantes da igreja expulsos do país africano, segundo a Record, “em ações de perseguição religiosa e política”.
“E o governo brasileiro também foi omisso, e não atuou de forma ativa para evitar a deportação dos missionários”, expôs o apresentador. O bispo Renato Cardoso, responsável pela Igreja Universal no Brasil e genro de Edir Macedo, o líder da igreja e dono da Record, rasgou o verbo:
“O que mais nos indigna não é o que está acontecendo lá em Angola. É a ausência de autoridades brasileiras para interceder pelos pastores, pelos brasileiros em um país estrangeiro. Até quando o governo brasileiro vai ficar calado, passivo, diante desta situação?”.
“[O governo] já deveria estar fazendo cumprir os seus tratados internacionais com a Angola”, exigiu Cardoso. “Esse é o protesto, especialmente do povo cristão, do povo católico, do povo evangélico, que apoiou esse governo, faz parte da base do governo. Mas, agora recebe em troca uma omissão. É muito triste e decepcionante para o povo cristão no Brasil”, lamentou.
Veja o vídeo:
Jornalismo imparcial?
Já ouvi de muitas bocas afirmarem “Não assisto o jornalismo Globo, prefiro a Record que é imparcial” e episódios como levantam questionamentos como se fosse a mesma situação com religiões afro ganhariam destaque no telejornal da emissora? Defenderiam a expulsão de padres católicos brasileiros de uma missão na África? Quando os centro espiritas não foram incluídos nos decretos de abertura de templos religiosos a emissora criticou o presidente, governador ou responsável? Creio que não! Isso sim é imparcialidade.