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Sessão de Terapia estreia no GNT, com episódios da primeira roteirista trans e negra da TV brasileira

Estreia dia 14 de setembro, no canal GNT, a série Sessão de Terapia, que tem como uma de suas roteiristas Luh Maza – primeira roteirista trans e negra da TV Brasileira. Na série, criada pela autora Jaqueline Vargas e dirigida por Selton Mello, Luh Maza foi convidada para escrever os sete episódios que compõem a trama do personagem Nando, um executivo negro que procura o terapeuta Caio (Selton Mello) por causa de uma impotência sexual psicológica, que revela a crise de seu casamento. Ao longo das sessões, Nando compreende como seu machismo contribui para sua situação e como ele se relaciona com o racismo do qual foi vítima ao longo da vida. O personagem Nando é vivido pelo galã global David Junior e sua esposa na série é interpretada por Belize Pombal. 
Os roteiros de Luh Maza levam para a ficção elementos do feminismo negro e das reflexões sobre masculinidade tóxica e desconstrução. Para Luh Maza, a autenticidade de seu roteiro se deve a liberdade e respeito criativo da autora Jaqueline Vargas e da produtora Moonshot Pictures em construir juntas esta importante representatividade negra na tela. Sessão de Terapia (Globoplay/GNT) está indicada como melhor série de TV paga no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. 

Sobre Luh Maza – Roteirista, escritora, diretora e atriz, Luh Maza foi uma das roteiristas da série Sessão de Terapia (Globoplay /GNT 2019), se tornando a primeira roteirista trans da televisão brasileira. Também em 2019 roteirizou o curta Trinta e Cinco (Young & Rubicam/Fauna, 2019), ganhador dos prêmios Inclusive and Creative Awards Campaign, nos Estados Unidos e do Troféu de bronze de melhor roteiro no Festival El Ojo de Iberoamerica, na Argentina. Com 20 anos de experiência no teatro, escreveu mais de 10 peças, já encenadas no Rio de Janeiro, São Paulo e exterior. Entre seus espetáculos se destacam Carne Viva (2015), em Portugal, a versão brasileira de Kiwi (2016), ganhadora do Prêmio Aplauso Brasil de melhor espetáculo, e Transtopia (2019), criado a convite do Theatro Municipal de São Paulo. Possui dois li vros pub licados, um volume solo na coleção Primeiras Obras (Imprensa Oficial, 2009), que foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura, e África intitulado Teatro (Chiado Editora, 2015), lançado em países europeus. Também integra a antologia Dramaturgia Negra, organizada por Eugênio Lima e Julio Ludemir (Funarte, 2019), além de ser a tradutora de Kiwi, de Daniel Danis (Editora Benfazeja, 2016).

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