Mauro Giacca, professor de Ciências Cardiovasculares na King’s College, em Londres, foi, na segunda-feira, 15, ao parlamento britânico falar sobre as autópsias os pacientes que estiveram internados de 30 a 40 dias e que morreram em Itália. Na sua intervenção, o italiano referiu que os pulmões das vítimas que ficaram mais de um mês internadas nos cuidados intensivos ficaram irreconhecíveis e que ainda apresentavam uma quantidade significativa de vírus esse tempo todo depois.
O especialista acredita que a conclusão a tirar é que a doença pode provocar “problemas sérios” a quem teve a doença e conseguiu recuperar, como já foi comprovado por outros estudos.
“O que encontramos nos pulmões das pessoas que ficaram doentes durante mais de um mês, antes de morrerem, é algo completamente diferente da uma pneumonia normal, da influenza ou da vírus da Sars”, disse Giacca citado pelo The Guardian. “Existe uma perturbação completa da arquitetura do pulmão – de algumas perspetivas, não é possível sequer distinguir que aquilo era um pulmão”.
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